quinta-feira, 20 de março de 2014

O meu único e grande amor

Hoje apetece-me falar do meu único e grande amor.

Não vou falar das paixões arrebatadoras que todos nós sentimos um dia, aquelas que nos fizeram sorrir de felicidade e chorar de desgosto por acharmos que se tratavam de amor.

Quantos de nós um dia dissemos ou pensamos "Amo-a ou Amo-o" e hoje vemos que não se tratava de amor mas sim de uma espécie de paixão ou até maluquice própria da adolescência/juventude.

Hoje sei (já sei há algum tempo) que Amar alguém é muito mais do que isso, Amar alguém é:
  • Ficar feliz e eufórico com as suas conquistas;
  • Sofrer tanto ou mais com as tristezas e derrotas de esse alguém;
  • Querer ficar com essa pessoa para sempre e para lá do sempre;
  • Querer adormecer e acordar todos os dias com esse alguém;
  • Olhar para a nossa vida e não conseguir imaginá-la sem essa pessoa;
  • Não nos recordamos da nossa vida antes de esse alguém surgir;
  • Olhar para a pessoa que amamos e sentir que essa pessoa faz parte de nós, tal como faz parte a nossa mão, o nosso braço, o nosso coração;
  • Imaginar a nossa velhice ao lado desse alguém e desejar que isso nunca acabe;
  • Ficar gelado quando achamos que podemos perder o nosso amor;
  • Etc.
Há um poema que resumo o que eu sinto pelo meu único amor:

"Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh'alma alcança quando, transportada,
sente, alongando os olhos deste mundo,
os fins do ser, a graça entresonhada.

Amo-te a cada dia, hora e segundo
A luz do sol, na noite sossegada
e é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com a dor, das velhas penas
com sorrisos, com lágrimas de prece,
e a fé de minha infancia, ingenua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas,
por toda vida, e assim DEUS o quiser
Ainda mais te amarei depois da morte."


by Elizabeth Barrett Browning



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